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CEE/BA

22/11/2021 20:11

CEE-BA visita Colégio Estadual Thales de Azevedo em defesa à liberdade de cátedra

A equipe gestora do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA)visitou, na manhã desta segunda-feira (22), o Colégio Estadual Thales de Azevedo após ciência da situação ocorrida com uma docente de filosofia, por incluir em suas aulas temáticas questões acerca de gênero, raça, racismo, assédio, machismo, misoginia, diversidade, dentre outros. O presidente, o vice-presidente e o diretor do órgão representativo da sociedade, Paulo Gabriel Nacif, Roberto Gondim e Ádramo Costa, respectivamente, ouviram a equipe gestora e o corpo docente do colégioque solicitaram apoio para salvaguardar a liberdade de expressão, liberdade de cátedra, livre debate sócio-político-cultural, com respeito ao pluralismo de ideias e aos direitos humanos, respaldados pela Constituição Federal, pelo Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996).

O presidente reiterou o conteúdo registrado em nota emitida na última sexta-feira (19), se solidarizando à professora e à direção da escola, assumindo o compromisso e empenho em defesa de um sistema democrático de educação. “Questões pedagógicas devem ser resolvidas na esfera pedagógica, dentro da escola, e, em uma educação democrática, o questionamento e o direito ao contraditório são preservados, assim comoa liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; e o respeito à liberdade e apreço à tolerância. Destaca-sea indignação diante da proporção que o caso tomou, chegando à inquérito policial, que deu vazão aeste processo”, disse o presidente Paulo Gabriel, ressaltando que é dever do Conselho defender a liberdade de cátedra.

A direção e a coordenação pedagógica do Colégio informaram reincidências de problemascom a estudante, que foram resolvidos internamente. Elas informaram que todas as ações estão contempladas na proposta pedagógica, monitorada pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), e os conteúdos ministrados estão em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Referencial Curricular do Estado.

O caso será pautado em sessão ordinária com os 24 conselheirosestaduais de educação e encaminhamentos serão tomados para respaldar a comunidade acadêmica em situações similares.“Cumprimos uma agenda importante que nos impõe outras responsabilidades: regular e afirmar o sistema na defesa do que é inegociável, a liberdade de cátedra”, finalizou o vice-presidente Roberto Gondim.

 

Fonte: Núcleo de Comunicação e Modernização- NCM

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